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O futuro do mercado imobiliário europeu: riscos e oportunidades

Imobiliário, economia e sustentabilidade: temas que a todos importam e que estiveram em debate, num evento organizado pela Worx Real Estate Consultants e pela PLMJ, a 27 de outubro, sobre o futuro do mercado imobiliário europeu. No seguimento deste evento, uma manhã de intensa partilha de visões e opiniões, fica a questão: qual o futuro do imobiliário português no contexto europeu?

 

O presente e o futuro do mercado imobiliário europeu

É inquestionável o impacto que a conjuntura macroeconómica europeia tem no imobiliário português. Samuel Duah, Head of Real Estate Economics do BNP Paribas Real Estate, partilhou alguns dados relevantes, destacando que assistimos agora a um desaceleramento da economia global, após 5 anos de crescimento. Mormente resultante da pandemia Covid-19 e, atualmente, da Guerra da Ucrânia, este estagnar da economia europeia está também ligado à desaceleração do comércio global e aos riscos geopolíticos, o que contribui para um clima de incerteza (para o qual o Brexit não é indiferente).

A inflação alta, os consequentes aumentos das taxas de juro e a pressão nos yields, vão num futuro próximo reequilibrar-se por força da situação macroeconómica. Reconhecer e aceitar estes factos, é a melhor forma de olhar para o futuro do imobiliário, mantendo um imprescindível otimismo.

 

Qual o principal desafio no futuro do mercado imobiliário?

“Temos de nos focar nas oportunidades que estão a surgir e é urgente repensar os ativos imobiliários. Isto pode passar pela reconversão dos mesmos, valorizando-se o metro quadrado e construindo casas adequadas às nossas reais necessidades e capacidades: por exemplo, com menor área e mais eficientes”. Nas palavras de Pedro Rutkowski, CEO da WORX, a sustentabilidade é um dos principais, se não mesmo o desafio do setor imobiliário em 2023, uma vez que os novos empreendimentos terão de ser à partida pensados do ponto de vista da sustentabilidade, dado que os parâmetros para os financiamentos terão em conta estes mesmos fatores. Sintetizando, os projetos sustentáveis terão condições de financiamento mais favoráveis, o que impulsionará os promotores, a enveredar pelos mesmos.

Num outro âmbito, os Fundos de Pensões e de Investimento Imobiliário (nacionais e internacionais), que são os grandes players do mercado, terão no seu regulamento de gestão a obrigatoriedade de adquirir ativos com certificações de sustentabilidade. Por outro lado, os próprios inquilinos deverão, cada vez mais, impor que estes ativos estejam certificados. Desta forma, cumprem os requisitos de eficiência energética, mas também cumprem as suas regras de ESG, cada vez mais presentes nos Relatórios de Contas das grandes empresas. Importa também olhar com muita atenção para o futuro da taxonomia, que, tendo um custo real financeiro, irá alterar e ditar todo o paradigma imobiliário.

O futuro do mercado imobiliário passa também pela ampla e mais frequente utilização dos contratos GreenLeases, que criam parâmetros de utilização dos espaços. As responsabilidades são agora não somente do proprietário do ativo, como dos inquilinos, que terão de assegurar uma utilização do mesmo de acordo com as regras e certificados que o edifício tem. Há um claro compromisso entre proprietário e utilizador, que até agora não existia neste âmbito, e que representa também um novo paradigma.

 

A urgência da evolução da legislação para acompanhar o futuro do mercado imobiliário

Na opinião de Rita Alarcão Júdice, sócia e cocoordenadora da área de Imobiliário e Turismo da PLMJ, vemos agora serem definidas novas metas e critérios de avaliação de bens imobiliários considerando já o impacto ambiental, e sublinha, “É crítico que haja uma consciencialização de que os portefólios imobiliários vão ser impactados por esta realidade”. Mas não basta que investidores e proprietários atuem neste âmbito. Há um longo caminho a percorrer no âmbito da agilização dos processos de licenciamento, para que seja exequível cumprir as metas energéticas definidas, e os objetivos a que Portugal se propôs no âmbito do Acordo de Paris. A legislação tem de acompanhar a evolução das necessidades do mercado, para que não seja mais um entrave neste processo de transição energética. Neste sector, também a PLMJ tem procurado estar na linha da frente, antecipando necessidades e procurando ter uma voz ativa para que as empresas possam ter sucesso neste caminho.

 

O futuro do mercado imobiliário passa obrigatoriamente pela sustentabilidade

Num mercado que valoriza, cada vez mais a qualidade, e sendo os critérios ESG fundamentais no mercado imobiliário comercial, o futuro do mercado imobiliário tem obrigatoriamente de passar pela sustentabilidade. Sendo este o destino, o caminho deve começar já a ser traçado, aproveitando as oportunidades que a transição energética despoleta, não permitindo, por um lado, que os ativos se tornem obsoletos e, por outro, preparando-os e valorizando-os para um futuro que começa hoje.

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