Terminado o primeiro trimestre do ano, tudo indica que os investidores em imobiliário comercial têm razões para estar otimistas: de acordo com o European Property Outlook H1 2025, o investimento no setor imobiliário comercial terá novo fôlego no ano em curso, retomando a sua trajetória de subida.
Esta confiança em que o mercado de investimento poderá estar a aproximar-se de um ponto positivo de viragem, é a principal conclusão do mais recente relatório do BNP Paribas Real Estate, numa parceria estratégica com a WORX Real Estate Consultants, enquanto parceiro para o mercado português.
Segundo as projeções dos especialistas da WORX e do BNP Paribas Real Estate, a descida da inflação e a contínua flexibilização das taxas diretoras, ao tornarem os mercados de dívida menos restritivos, possibilitaram um mais fácil acesso ao financiamento, embora com custos mais elevados do que os registados num passado relativamente recente. Semelhante combinação de fatores permite a entrada no mercado de investidores mais alternativos, contribuindo para mitigar a ausência dos investidores core.
Ainda que a incerteza em torno da política comercial global leve alguns investidores a hesitar, a expetativa é de um aumento constante do volume de investimento no imobiliário comercial, liderado, sobretudo, pelos mercados alemão e britânico. As projeções apontam para um aumento médio anual de 7% em toda a Europa nos próximos 5 anos, com Portugal a registar estimativas de crescimento de 5% ao ano no horizonte de projeção. É ainda esperado um aumento no valor do capital, após dois anos consecutivos de descida por via do aumento de yields, desta vez alicerçado em boa parte no crescimento das rendas; antecipa-se que as yields permaneçam elevadas durante mais algum tempo, exigindo aos investidores um redobrado enfoque na gestão da sua carteira com vista a alcançarem os retornos esperados.
No contexto, Lisboa deverá ser a 3ª capital com maior aumento no valor do capital no segmento de escritórios, a 4ª nos centros comerciais e a 8ª na logística, de entre os 18 mercados europeus analisados no Estudo.
2 de abril de 2025